BASEMENTHACKS
Por trás do laboratório

Tudo sempre começa num porão.

Basement Hacks quer dizer exatamente isso: hacks de porão. Um laboratório independente de máquinas, eletrônica e software — construído numa garagem, com o que tem na bancada, mas com cálculo, projeto, teste e revisão por trás de cada coisa que sai dele.

Por que fazer, se dá para comprar?

Nunca foi sobre ter a coisa pronta. O que me interessa é descobrir como fazer: projetar de outro jeito, adaptar uma peça que não foi criada para aquilo, testar uma ideia estranha, errar e descobrir por quê.

Muitas vezes comprar seria mais rápido, mais barato e até melhor. Mas aí desapareceria justamente a parte que me diverte. Um avião de controle remoto, por exemplo: sempre me interessou mais fazer uma máquina voar pela aerodinâmica do que compensar tudo com um motor potente — então construí um artesanalmente, para voar devagar, com poucos recursos. A graça é descobrir como fazer.

Quem está aqui

Faço gambiarras desde criança — não "fiz porcamente porque não tinha dinheiro", e sim "será que consigo fazer isso funcionar de outro jeito?". A primeira impressora 3D eu construí em 2016, e uma das primeiras coisas que quis fazer com ela foi uma prótese para uma cadela. Vieram CNCs, eletrônica, automação, experimentos da faculdade, competições e produtos que chegaram a ser vendidos.

Sou Guilherme Pontello, engenheiro mecânico. Hoje trabalho com desenvolvimento de software e plataformas de inteligência artificial.

Por que os projetos são tão diferentes

Porque o Basement Hacks nasceu dessa mistura. Mecânica dá a máquina; eletrônica e firmware dão o controle; software e IA dão as ferramentas para projetar, testar e documentar. Uma CNC, uma impressora 3D com placa própria, uma automação de cerveja e um estudo de ressonância de chassi parecem coisas distantes, mas saem do mesmo processo: entender o problema, projetar, construir, medir, errar e revisar.

Aqui documento projetos reais, das ideias e primeiros protótipos até máquinas completas — mostrando não só o resultado, mas o processo de engenharia, os erros e as decisões por trás de cada construção.

Como o site funciona

A unidade principal não é o post, é o projeto. Cada máquina tem uma página que continua existindo e evoluindo: estado atual, ficha técnica, o que funcionou, o que quebrou, arquivos liberados e as peças realmente usadas. O conteúdo é majoritariamente gratuito; o que for pago será conveniência — arquivos organizados, kits, montagens guiadas — nunca informação escassa.

Onde acompanhar

Os vídeos e o dia a dia ficam nas redes. Este site organiza o que sobrevive ao feed.

FOTO REAL · bancada, luz quente